Será que o líquido pré-ejaculatório engravida?

Será que o líquido pré-ejaculatório engravida?

Embora muitas pessoas não saibam, o líquido pré-ejaculatório engravida! Isso porque o fluído lubrificante que o órgão genital masculino libera quando está excitado contém esperma. Mas, como costuma vir antes da ejaculação, as pessoas tendem a subestimá-lo.

É por isso que a gravidez é um risco quando a relação sexual é feita sem proteção, mesmo que a ejaculação aconteça na parte externa da mulher. Mas não para por aí! O líquido pré-ejaculatório pode oferecer riscos à saúde, visto que pode transmitir e contrair infecções sexualmente transmissíveis, as ISTs.

Diante disso, decidimos trazer algumas informações úteis. Então, confira conosco um pouco mais sobre o líquido pré-ejaculatório e o que ele pode fazer, além de engravidar.

O que é o líquido pré-ejaculatório?

O líquido pré-ejaculatório é um fluido transparente liberado antes da ejaculação. Ele tem uma função importante, a de lubrificar a uretra e a glande, preparando o caminho para a passagem do sêmen e tornando a relação mais confortável. Esse líquido é produzido pelas glândulas bulbouretrais e ajuda a neutralizar a acidez residual da uretra, criando um ambiente mais favorável para os espermatozoides.

O ponto que muita gente não sabe é que, embora o pré-ejaculado não produza espermatozoides por si só, ele pode carregar células que ficaram na uretra de ejaculações anteriores. Se a pessoa urinou antes, esse risco pode diminuir, mas não desaparece completamente. Assim, quando o líquido é liberado durante a excitação, ele pode transportar esses espermatozoides para dentro do canal vaginal da parceira.

Por isso, mesmo em pequena quantidade e mesmo antes da ejaculação propriamente dita, o risco de gravidez existe. Não é um risco alto como no contato direto com o sêmen, mas é real o suficiente para não ser ignorado. É justamente por isso que métodos contraceptivos não devem ser deixados para depois ou apenas para o momento final da relação.

Além da possibilidade de gravidez, o líquido pré-ejaculatória também pode transmitir infecções sexualmente transmissíveis, já que microrganismos presentes na uretra ou nas secreções genitais podem estar ali. Ou seja, ele pode parecer inofensivo, mas carrega implicações importantes para a saúde sexual.

Em resumo, confiar apenas no tirar antes não é um método seguro. A prevenção, seja com preservativo, anticoncepcional ou a combinação de métodos, é o que realmente oferece proteção e tranquilidade para que a intimidade aconteça sem medo.

O líquido pré-ejaculatório engravida?

Embora a quantidade seja pouca, há espermatozoides no líquido pré-ejaculatório. De acordo com um estudo, 16,7% dos homens saudáveis carregam espermatozoides nesse lubrificante natural. Enquanto isso, outro estudo apontou que 41% das amostras, retiradas de 27 homens, carregavam espermatozoides.

Ao ser questionado sobre os riscos de gravidez por meio do líquido pré-ejaculatório, o Dr. Drauzio Varela comentou:

“O líquido pré-ejaculatório é aquele líquido que é eliminado através da uretra na fase de excitação sexual. Esse líquido pode conter espermatozoides! É lógico que ele não tem a mesma capacidade de fecundar o óvulo, pois o número de espermatozoides ali é muito pequeno quando comparado ao líquido ejaculado, que possui 250 a 350 milhões”.

“Mas, o fato de esse líquido conter pequenas quantidades de espermatozoides, pode sim engravidar. Por isso nós sempre recomendamos que o preservativo seja utilizado do começo ao fim da relação sexual. Isso não só evitar a gravidez, como também evita diversos tipos de doenças”.

Então o coito interrompido não é eficaz?

O coito interrompido é um método preventivo antigo. É quando o homem retira o pênis da vagina antes de finalmente ejacular. No entanto, isso não quer dizer que o espermatozoide não alcançará o óvulo da mulher. Sendo assim, esse é o método menos eficaz entre várias opções.

Então, de acordo com estudos, essa não é uma forma eficaz de contracepção. Como existe a possibilidade de o líquido pré-ejaculatório conter espermas vivos, ele oferece mais riscos de gravidez do que os outros métodos. A cada 100 pessoas que utilizam esse como o único método de contracepção, 20 a 27 engravidam no período de 1 ano.

Portanto, isso representa 1 em cada 5 mulheres. O risco é grande. Além disso, muitos homens não conseguem retirar o pênis a tempo. A recomendação é que, pelo menos, a mulher acompanhe sua ovulação com muita precisão. Ou seja, faça testes de ovulação e deixe o sexo somente para depois de ovular.

Outros riscos presentes no líquido pré-ejaculatório

1. HPV

Existem vários tipos de HPV. Alguns não causam câncer ou complicações sérias, visto que o próprio corpo os combate. Porém, é importante se prevenir e passar por avaliações médicas para avaliar o risco da doença.

HPV é a sigla para Papiloma Vírus Humano. Ele infecta uma camada do epitélio, que fica na parte interna da bexiga. Pode causar lesões benignas, como as verrugas genitais, por exemplo. Em casos mais extremos pode causar câncer de colo de útero e câncer de ânus.

2. Aids (HIV)

A Aids é uma doença crônica potencialmente fatal. Quando a pessoa é infectada, o seu sistema imunológico fica comprometido pelo vírus. Sendo assim, o organismo enfrenta problemas para lutar contra os invasores que causam doenças. Além disso, deixa a pessoa mais suscetível a infecções.

No entanto, hoje em dia uma pessoa com HIV consegue viver melhor do que antigamente. Mas é preciso fazer acompanhamento médico por toda a vida, visto que medicamentos precisam entrar na rotina. Ainda não existe uma cura para o HIV.

3. HTLV

HTLV é a sigla para Vírus Linfotrópico T Humano. Ele faz parte da família do HIV, ou seja, pode causar infecções crônicas nas pessoas. Mas existem dois tipos! O HTLV-1, capaz de causar um tipo raro de leucemia. E o HTLV-2, que pode causar mielopatia, um tipo de paralisia que se torna realidade por causa da infecção da medula espinhal.

4. Cancro mole

Cacro mole é uma doença causada pela bactéria Haemophylus ducrey. Ela resulta em lesões nas genitais. Nos homens, por exemplo, as feridas aparecem na glande. Enquanto isso, nas mulheres, ficam na vagina ou no ânus. Nem sempre essas feridas são visíveis para elas, mas provocam dor durante o sexo.

5. Gonorreia

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, essa é uma das ISTs mais transmissíveis. Ela afeta homens e mulheres e pode infectar a região genital de ambos. Além disso, pode causar problemas ao reto, garganta, olhos e articulações. Sua transmissão ocorre pelo contato sexual vaginal, oral ou anal.

6. Doença Inflamatória Pélvica

Também conhecida como DIP, essa doença afeta as mulheres, principalmente as que sofrem de alguma IST, mais comumente clamídia e gonorreia. A doença é causada por várias bactérias que acarretam inflamações nos órgãos sexuais internos. As trompas, ovários e útero podem ser comprometidos.

7. Clamídia

Clamídia é uma IST causada pela bactéria Chlamýdia trachomatis. Ela pode ser transmitida durante o sexo oral, anal ou vaginal. Mas também pode ser repassada de mãe para filho. Geralmente a doença é assintomática e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Sendo assim, o sexo deve ser feito com proteção.

8. Sífilis

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa doença pode se manifestar em três estágios. Nos dois primeiros, é mais contagiosa. No terceiro não existem sintomas. Sendo assim, o paciente acredita que está curado. A sífilis pode ser transmitida pela relação sexual sem proteção e pela transfusão de sangue contaminado.

9. Herpes genital

A herpes genital é causada pelo vírus HSV2. Essa é uma infecção viral, e logo se manifesta por meio de pequenas bolhas. Elas costumam aparecer ao redor dos lábios. Mas, em alguns casos, se formam nas genitais do homem ou da mulher.

10. Tricomoníase

Essa é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Portanto, ela afeta principalmente as mulheres. A doença ataca diretamente o colo do útero, a uretra e a vagina. Enquanto isso, nos casos mais raros, que são nos homens, ataca o pênis.

Fontes: Minha vida; Clear Blue; Fami Vita; Hello Clue; Doutor Jairo; Omens.

Referências Bibliográficas

Hatcher RA, Nelson AL, Trussell J, et al. Contraceptive Technology (21st edition). New York :Ayer Company Publishers. 2018

World Health Organization. Family planning/contraception. Fact sheet 351. 2017, July. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs351/en/

Killick SR, Leary C, Trussell J, Guthrie KA. Sperm content of pre-ejaculatory fluid. Human Fertility. 2011 Mar 1;14(1):48–52.

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