Ejaculação e orgasmo não são a mesma coisa. Muitas pessoas usam ambos os termos como sinônimos, mas existe muita diferença entre eles. Cada um é um fenômeno diferente que acontece no corpo. O orgasmo, por exemplo, é a sensação máxima de prazer que ocorre quando estamos estimulados. Normalmente, acontece durante a relação sexual com outra pessoa, mas também pode acontecer sozinho.
Enquanto isso, a ejaculação é somente a liberação de fluídos do corpo. É quando o esperma é expelido. Sendo assim, fica bem claro que não devemos confundir ejaculação e orgasmo. Mas vamos explicar melhor para você a seguir.
Qual é a diferença entre ejaculação e orgasmo?
O orgasmo é uma sensação de prazer extremo. Geralmente dura entre 5 a 15 segundos. Os homens conseguem chegar lá mais facilmente. Por outro lado, as mulheres encontram mais dificuldades, ou seja, precisam ser mais estimuladas para chegar ao ápice. No entanto, a sensação nelas é mais intensa e pode ser uma verdadeira cascata.
O orgasmo envolve muitas contrações musculares involuntárias. Além disso, há uma grande liberação de hormônios no organismo, junto de uma sensação única de euforia e bem-estar.
A ejaculação é a ação do nosso corpo ao liberar o esperma. Geralmente ejaculamos durante a relação sexual ou masturbação. Mas é possível acontecer de forma involuntária, como durante o sono, por exemplo. Geralmente a ejaculação vem acompanhada do orgasmo. E é por isso que muitas pessoas confundem os dois termos.
O processo de ejacular começa com contrações dos músculos epidídimo, vesícula seminal, próstata e ductos deferentes. Sendo assim, de forma resumida, podemos dizer que a principal diferença é que o orgasmo é a sensação de prazer ativada no córtex cerebral. A ejaculação é somente a ação do corpo expelindo o esperma.
É normal atingir o orgasmo sem a ejaculação?
É mais comum ter o orgasmo com a ejaculação. Porém, como são coisas diferentes, a ejaculação e orgasmo podem sim acontecer de forma independente. A ejaculação é a resposta do nosso corpo às contrações. Já o orgasmo é mais intenso, visto que são reações físicas e neurofísicas que ativam a sensação de prazer do corpo.
O homem, por exemplo, pode ejacular diversas vezes em um dia. Assim libera o “armazenamento” de sêmen. Portanto, quando chegar ao clímax, não tem mais o que liberar, e então sente a sensação de prazer extremo sem ejetar qualquer fluído.
- Leia também: Orgasmo anal existe? Como atingir?
É necessário ter os dois para ter prazer completo?
Não, o prazer não depende obrigatoriamente de ejacular. A ideia de que o homem só aproveitou de verdade se houve ejaculação é um mito que coloca o sexo em uma lógica de resultado, como se o corpo tivesse que cumprir uma meta. Na vida real, o prazer é muito mais sensível e variável.
Um homem pode estar cansado, sobrecarregado, ansioso, emocionalmente distante ou até vivendo um momento de maior conexão consigo mesmo, e ainda assim sentir prazer, mesmo que o corpo não responda da forma esperada no final.
Assim como acontece com as mulheres, o orgasmo masculino não precisa, necessariamente, vir acompanhado da ejaculação. O prazer pode estar no toque, na troca de olhares, na intimidade, no ritmo compartilhado e na sensação de estar presente naquele momento.
Quando a ejaculação vira um termômetro de boa transa, o sexo deixa de ser espontâneo e passa a carregar pressão. No fundo, uma relação prazerosa é aquela em que ambos se sentem confortáveis, respeitados e livres para viver o encontro sem cobranças, entendendo que prazer não é um ponto de chegada, mas algo que se constrói durante todo o caminho.
Fontes: Abril; Clínica Unix; Tarja Rosa; Tela Vita
