sexo no escuro

Por que algumas pessoas só fazem sexo no escuro?

Sexo no escuro é a preferência de muitas pessoas, principalmente mulheres. Muitas delas só querem sentir prazer sem qualquer rastro de luz, sentindo cada momento em suas mãos, pelo cheiro ou sensações diversas. E existem vários motivos para isso! Algumas sentem-se inseguras, outras têm algum tipo de trauma e há aquelas que preferem sentir a ver.

Então, diante do assunto que é tão comum para tanta gente, trouxemos o tema em sua profundidade. Confira conosco a seguir.

O que pode indicar uma pessoa só querer fazer sexo no escuro?

Quando alguém só consegue fazer sexo no escuro, isso pode ser um sinal delicado de como essa pessoa se sente com o próprio corpo, com sua intimidade e até com a forma como aprendeu a viver o desejo. Muitas vezes, o escuro não é apenas uma escolha, é um refúgio.

Um jeito de se proteger de olhares, de julgamentos, de inseguranças que foram sendo acumuladas com o tempo. Pode ser que essa pessoa tenha dificuldade em se aceitar por completo, ou tenha medo de não ser desejada se for vista por inteiro.

O escuro vira, então, uma espécie de casulo onde ela se sente mais segura, mais à vontade para viver aquilo que, na luz, poderia parecer desconfortável demais.

Também pode ser que, ao longo da vida, ela tenha recebido mensagens diretas ou sutis, de que sexo é algo que precisa ser escondido, que não combina com exposição ou liberdade. A luz acesa, nesses casos, pode parecer invasiva, como se revelasse algo que deveria permanecer íntimo demais para ser mostrado.

Mas nem sempre é sinal de dor. Às vezes, é só uma preferência, um jeito mais sensorial de se conectar, onde o toque e a presença ganham mais destaque do que o visual. E tudo bem também.

O importante é lembrar que cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo e sua história. E que se o escuro estiver escondendo algo que machuca, vale a pena olhar com carinho para isso, com acolhimento, e não com cobrança. Porque a verdadeira intimidade nasce quando a gente se sente seguro para ser quem é, com a luz que for.

Quais são os efeitos da escuridão para relação sexual?

A escuridão durante o sexo pode ter um papel muito mais profundo do que a gente imagina. Para algumas pessoas, ela é uma aliada, que ajuda a acalmar a mente, a diminuir a vergonha, a sentir mais com o corpo do que com os olhos.

No escuro, muita gente se solta mais, se permite viver o momento sem pensar tanto em como está o cabelo, a barriga, a expressão. É como se a ausência de luz trouxesse uma sensação de liberdade, de poder ser, sem se preocupar em parecer.

Além disso, quando a visão perde espaço, outros sentidos ganham destaque. O toque se intensifica, os sons ficam mais presentes, o cheiro do outro se torna mais perceptível. Isso pode tornar a experiência mais íntima, mais sensorial, mais conectada com o sentir do que com o ver. O escuro, nesse contexto, pode criar um clima mais envolvente, onde a imaginação também entra em cena.

Mas nem sempre é assim. Para algumas pessoas, o sexo no escuro pode acabar escondendo mais do que revelando. Às vezes, a ausência de luz não é uma escolha consciente, e sim uma forma de fugir da própria insegurança, do medo de se mostrar por inteiro.

Pode ser que a pessoa se sinta envergonhada com o próprio corpo, ou tenha aprendido que sexo precisa ser algo escondido, silencioso, quase proibido. Nesses casos, o escuro não acolhe, ele limita. E isso pode dificultar uma entrega mais plena, uma conexão mais profunda com quem está ali.

O importante é entender que não existe certo ou errado. Cada pessoa vive a intimidade de um jeito. Mas se o escuro estiver sempre presente como uma regra, pode valer a pena olhar com carinho para isso.

Às vezes, pequenas conversas sobre esse desconforto abrem portas para mais confiança, mais liberdade e mais verdade na relação. Porque o mais bonito no sexo, com luz ou sem luz, é quando a gente se sente à vontade para ser exatamente como é.

Como mudar essa situação?

Mudar essa relação com o escuro durante o sexo é, na verdade, um processo de se reconectar consigo mesmo com mais gentileza. Quando alguém só se sente à vontade na escuridão, muitas vezes isso não tem a ver com o ambiente, tem a ver com o medo de ser visto, com uma relação difícil com o próprio corpo ou com sentimentos antigos de insegurança que ainda machucam, mesmo em silêncio.

E não é justo nem saudável forçar a luz quando, por dentro, a pessoa ainda está se protegendo. O que pode ajudar de verdade é criar um espaço onde ela se sinta acolhida, amada, desejada do jeitinho que é.

Às vezes, tudo começa com um elogio sincero, um carinho sem pressa, uma conversa leve e sem cobrança. São essas pequenas delicadezas que vão abrindo espaço pra ela confiar, se soltar, e começar a olhar pra si com mais afeto.

Também vale ir aos poucos, uma luz bem fraquinha, uma vela no canto do quarto, algo que traga conforto em vez de exposição. E, se houver dores mais profundas por trás, buscar apoio de um terapeuta pode ser um passo bonito e corajoso.

No fim das contas, acender a luz do quarto é o de menos. O que realmente transforma é quando a pessoa começa a sentir que pode ser vista, de corpo inteiro, com todas as suas imperfeições, e ainda assim ser amada. E isso, sim, ilumina tudo.

Fontes: Metrópoles; Metrópoles; O Tempo; NSC Total;

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Oswaldo R. de. Sexualidade e desenvolvimento humano. São Paulo: Summus, 2009.

BIRMAN, Joel. Mal-estar na atualidade: a psicanálise e as novas formas de subjetivação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.

BOMFIM, Everton de Oliveira. Corpo e subjetividade: reflexões sobre a autoestima e o autoamor. Revista Psicologia & Sociedade, v. 22, n. 3, 2010.

COSTA, Jurandir Freire. A invenção de si: uma crítica da cultura do eu. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.

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