Cuckold: descubra como é esse fetiche!

Cuckold: descubra como é esse fetiche!

O Cuckold é visto por muitos como “o desejo de ser corno”. Trata-se de um fetiche um tanto quanto polêmico para diversas pessoas. Mas está deixando de ser um tabu pouco a pouco, e nisso a busca por informações  está cada vez maior.

De acordo com casais que adotaram a prática, o desejo já era antigo. Sendo assim, o difícil é conversar com a parceria e expor a vontade. A fim de deixar as coisas um pouco mais claras e provar que não há nada de errado com o fetiche, trouxemos algumas informações necessárias sobre cuckold para você.

O que é e como funciona o cuckold?

Cuckold ou cuckolding é um fetiche diferente. Ele consiste em assistir a parceria se relacionando sexualmente com outras pessoas. O nome da prática envolve o pássaro cuco (cuck). O animal permite que as fêmeas depositem ovos de outros machos em seus ninhos.

Embora seja visto de forma ruim, esse é atualmente um dos fetiches mais pesquisados do Brasil. De acordo com uma pesquisa de 2021, o cuckold está em quarto lugar dos maiores desejos entre casais. Portanto, não é nada difícil encontrar pessoas interessadas no assunto e também na prática.

Na verdade, o cuckold funciona de várias maneiras. Não é só o parceiro ou a parceira observando sexo. Eles também têm encontros diferentes, e depois compartilham um para o outro como foi a sensação. Outra forma de participar é convidando mais de uma pessoa para o sexo. Assim, os dois podem ficar alternando na hora de assistir a transa.

Por que tem gente que gosta?

Os praticantes gostam por diversos motivos! O cuckold pode ser uma forma de liberar desejos sexuais profundos. Além disso, ainda leva o relacionamento para um lado um pouco mais lúdico e íntimo. Mas o que mais se destaca é o desejo pela humilhação de algumas pessoas. Ser traído e presenciar tudo é uma forma de se satisfazer.

No entanto, para praticar o cuckold é preciso um nível de confiança e comunicação muito grande entre os parceiros. E isso pode fortalecer ainda mais a intimidade na relação. Quando relacionado com a prática de dominação/submissão, a mulher costuma assumir o papel de dominante.

Então é ela quem faz sexo com outros homens enquanto o parceiro permanece sexualmente fiel. Mas as regras podem mudar. Os casais podem misturar como quiser e até trocar os papéis. A mulher também pode ficar apenas observando tudo que acontece entre o parceiro e um terceiro.

Em vários casos, o cuckold é uma opção para injetar vida em um relacionando “parado”. De acordo com especialistas, a monogamia pode criar um tédio sexual. Desta forma, o fetiche acaba reacendendo a chama do prazer entre os dois. Os casais podem explorar a sexualidade na sua forma mais intensa.

Quais as desvantagens do cuckold?

As desvantagens do cuckold estão muito mais ligadas ao lado emocional e psicológico do que à fantasia em si. Qualquer prática sexual que envolve jogos de poder, exposição emocional ou a quebra simbólica de acordos tradicionais pode tocar em pontos sensíveis do relacionamento.

No caso do cuckold, isso se intensifica porque a dinâmica se aproxima, para muitas pessoas, da ideia de traição, mesmo quando há consentimento. Essa vivência pode despertar inseguranças profundas, sentimentos de inadequação, comparação constante e até feridas emocionais que o casal nem sabia que existiam.

Outro ponto delicado é que muitos casais acreditam estar preparados, mas só descobrem seus limites quando a fantasia começa a se tornar real. O que parecia excitante no imaginário pode gerar desconforto, tristeza, raiva ou ciúme na prática.

Nem sempre essas emoções aparecem de imediato; às vezes surgem depois, de forma silenciosa, afetando a autoestima, a confiança e a intimidade do casal. Quando isso não é reconhecido e acolhido, o risco de ressentimentos aumenta bastante.

A comunicação, nesse contexto, deixa de ser apenas importante e se torna indispensável. É preciso conversar antes, durante e depois, com honestidade emocional, sem medo de dizer que algo machucou ou que ultrapassou um limite.

Muitas relações se fragilizam justamente porque uma das partes sente que precisa aguentar a situação para não decepcionar o outro. Quando o diálogo falha, a prática deixa de ser consensual no sentido emocional, mesmo que tenha sido combinada racionalmente.

Além disso, o cuckold tende a ser especialmente problemático em relacionamentos que já carregam ciúmes excessivos, insegurança ou uma visão muito rígida de monogamia. Nesses casos, a fantasia pode funcionar como um gatilho para conflitos maiores, intensificando dores antigas em vez de fortalecer o vínculo.

Por isso, antes de qualquer decisão, é fundamental que o casal avalie com maturidade a saúde emocional da relação e tenha clareza de que desejo sexual não pode vir à custa do bem-estar psicológico de ninguém.

Fontes: Doutor Jairo; Omens; Sexting

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