É normal sentir vergonha de algumas coisas no começo do relacionamento, mas isso tende a mudar conforme o tempo passa, exceto algumas coisas. Muitas pessoas sentem vergonha de pedir o que dá prazer, o que realmente faz chegar ao orgasmo na hora H. E existe, é claro, diversas explicações para isso.
Principalmente as mulheres se prendem ao medo de serem julgadas erradas ou vulgares demais. Isso é cultural! Muitas aprendem que não podem se expressar abertamente, ou serão vistas de outra forma. Bom, trouxemos a seguir uma explicação melhor. Confira.
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Por que temos vergonha de pedir o que queremos na intimidade?
Sentir vergonha de pedir o que se quer na intimidade é mais comum do que muita gente imagina, e isso tem muito a ver com a forma como fomos criados. Desde cedo, o sexo costuma ser tratado como um assunto proibido, cercado de silêncio, broncas ou constrangimento.
Em vez de aprender que o prazer faz parte da vida, muita gente aprendeu que sentir e expressar desejo era feio, errado ou exagerado. Mesmo depois de adulto, essa sensação não desaparece totalmente, ela vira uma espécie de freio interno.
A cultura também contribui para isso, criando a ideia de que o sexo perfeito acontece sem conversa, como se o outro tivesse que adivinhar tudo. Só que, na vida real, ninguém tem esse poder. Mesmo assim, muitas pessoas ficam caladas por medo de parecer estranhas, vulgares ou de decepcionar quem está ao lado. Então preferem se adaptar, engolir a própria vontade e não se expor.
O problema é que esse silêncio cria uma distância invisível. O casal está junto, mas uma parte importante fica escondida. E não é por falta de amor ou desejo, mas por medo. Quando essa barreira começa a cair, aos poucos, a intimidade muda. Porque pedir, falar e se mostrar não é algo feio! É, na verdade, uma das maiores provas de confiança que podem existir entre duas pessoas.
Como quebrar o gelo e vencer a vergonha inicial?
Vencer a vergonha de falar sobre o que você quer começa antes de qualquer conversa; começa na forma como você se trata por dentro. Muitas vezes, o desejo vem e, junto com ele, aparece uma voz dizendo que aquilo é bobo, errado ou exagerado.
A autoafirmação é justamente aprender a não brigar com isso. É reconhecer, em silêncio mesmo, que o que você sente é válido, sem precisar se justificar. Quando você para de se julgar, a vergonha começa a perder força.
Também ajuda mudar o jeito que você conversa consigo mesmo. Em vez de pensar que a outra pessoa vai achar estranho, lembrar que você tem o direito de sentir e de compartilhar. Não como uma cobrança, mas como uma forma de se mostrar de verdade. Essa aceitação interna traz uma segurança diferente, mais calma, mais firme.
E não precisa começar com grandes revelações. Às vezes, quebrar o gelo é dizer algo simples, aos poucos, no seu tempo. Cada pequena vez que você se expressa e percebe que está tudo bem, fica mais fácil continuar.
Quando você valida o próprio desejo primeiro, falar deixa de parecer um salto no escuro e passa a ser só um passo natural de quem está aprendendo a ser inteiro na frente de alguém.
Qual é o papel do autoconhecimento na comunicação do prazer?
O autoconhecimento muda tudo quando o assunto é comunicar o prazer, porque ninguém consegue explicar um caminho que nunca percorreu com atenção. Muitas vezes, o silêncio não vem da vergonha, mas da dúvida. A pessoa sente, mas não sabe exatamente o quê. E está tudo bem, isso faz parte do processo de se descobrir.
Quando você se permite explorar o próprio corpo, sem pressa e sem pressão, começa a entender melhor suas reações. Percebe o que te arrepia, o que te distrai, o que te envolve de verdade. Aos poucos, essas sensações deixam de ser confusas e passam a fazer sentido.
E é aí que as palavras começam a surgir com mais naturalidade. Não como um roteiro decorado, mas como algo simples e sincero, como um continua assim ou um pouco mais devagar.
Esse conhecimento também traz uma segurança tranquila, porque você não está mais tentando adivinhar a si mesmo. Você só está compartilhando o que sente. E isso aproxima. Porque, no fundo, quando você se conhece de verdade, você deixa de esperar que o outro descubra tudo sozinho, e passa a convidá-lo para te conhecer também.
Conclusão: qual o próximo passo?
Bom, o próximo passo é simples, mas profundo! É ter coragem de ser honesto. A verdadeira liberdade sexual nasce quando você para de esconder o que sente e começa a respeitar os próprios desejos, sem vergonha e sem culpa. Não é sobre fazer mais, é sobre ser mais verdadeiro.
Mas isso só acontece quando existe segurança. É quando você se sente acolhido, sem medo de julgamento, que o corpo relaxa e o prazer acontece de forma natural. O prazer real não vem da perfeição, mas da confiança. É ela que permite que duas pessoas se encontrem de verdade, sem máscaras, só sendo quem são.
Fontes: UOL; Metrópoles; Psicólogo; Love Chocolate
